6.1.08

Embarcamos!


DE PASSAGEM, upload feito originalmente por Fátima Nascimento.

Estamos em 2008. Embarcamos para uma viagem, se Deus permitir, de 366 dias (ano bissexto). Boa viagem pra todos! Levemos na bagagem um tanto de sabedoria, amor, compaixão e tolerância.

22.7.07

Durante a Flip, em Paraty























Os poemas
by Mário Quintana

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti.

Imagem captada por mim na 5ª Feira Literária Internacional de Paraty em julho/2007.

Sinal de vida

Caramba, há quanto tempo não postava aqui. Gosto muito do formato deste blog no blogger, mas mantenho meu VERBO SOLTO no Blog-se, pois lá eu o iniciei. Daqui aprecio as opções para postagem de fotos e de texto, com ferramenta fácil de ser usada. Verei ainda o que farei... De qualquer forma, se chegou aqui - você que me lê -, ficarei feliz em recebê-lo em http://www.verbosolto.blog-se.com.br

2.1.07

Crônica

"Broncas vindas do céu". Leia no Comunique-se.

Pessoal, tenho postado mais no Verbo Solto do Blog-se.

Até lá!

12.11.06

Embriagados de palavras


Início da noite de sábado. Hora marcada, não para chegar numa festa ou na sessão de cinema. Reunião informal para “beber” palavras. Nove pessoas – entre elas, eu – embebedaram-se do poeta Manoel de Barros. Conversamos sobre sua obra, a forma que expressa idéias e sentimentos, como “moleca o idioma”. Lemos e ouvimos textos escritos por ele. Uma noite agradável e diferente, que se pretende seja repetida uma vez a cada mês.

Não se trata de encontro de intelectuais. Nem me considero como tal, embora para meu sobrinho de nove anos o fato de eu ter algum conhecimento de inglês me confira o adjetivo “inteligente”. Definimos quem será o autor-estudado na próxima reunião. A Clarice Lispector. Tenho curiosidade em saber mais sobre as obras dela; conhecer vários de seus textos. Uma leitora certa vez disse que tenho um pouco dela em minha expressão textual. Não me atrevo a comparar.

Lembro-me de numa palestra, o escritor e roteirista Alcione Araújo ter mencionado a dificuldade que algumas pessoas têm de compreender que há quem prefira ficar em casa lendo um bom livro a sair pra festas. Suponho que todos os participantes do encontro ao qual me referi aceitariam bem a justificativa “Desculpe, não aceitei seu convite porque estava envolvida com uma leitura maravilhosa e não quis interromper”.

Recentemente, terminei de ler “Nem mesmo todo o oceano” do próprio Alcione Araújo. Foram quase oitocentas páginas de um romance, cuja obra recomendo. Deixei de ir a uma festa, não exatamente devido à leitura – que pelo volume precisou ser pausada muitas vezes –, mas confesso que lia o livro enquanto a festa acontecia.

Reuniões como a que citei deveriam ocorrer às milhares. Ouvimos idéias escritas e ditas por outros; concordamos ou discordamos. Mas respeitamos. “Lugar sem comportamento é coração”, alerta Manoel de Barros. Coração empedrado não deveria existir nem mesmo fora dos poemas.

19.8.06

Exercício do silêncio

O mês de agosto carrega com ele um pré-conceito evidenciado quando se diz que é o mês do desgosto. Questões históricas à parte, muita gente agarra-se a palavras balbuciadas num tempo qualquer e sai a repetir incoerências. Talvez até fizessem sentido numa ocasião, mas hoje são inoportunas e insensatas.

Falem mal, mas falem de mim”. Eu já disse isso, você já deve ter dito. Mas de maneira nenhuma me encaixo na frase. Se for pra falar mal, prefiro que não mencione meu nome! Temos pressa desmedida em dizer alguma coisa e podemos ser carrascos de nós mesmos ao agir assim.

Uma amiga aconselha que exercitemos o silêncio, mas ela reconhece que tem dificuldade de colocar a façanha em prática. Não que devamos emudecer, baixar a cabeça, não se defender, mas ao menos dominar a ânsia de contra-atacar. O silêncio pode ser a melhor resposta. O olhar se comunica; o corpo se comunica. Nem sempre a voz é o instrumento mais adequado.

Reconheço que com o tempo nos vemos à beira de uma explosão “palavresca”, que geralmente nada acrescenta ou resolve. Aquele velho método de contar até dez não funciona quando o grau de saturação é intenso e inflamado. “Estou cansada de gente”, ouvi uma mulher dizer após ser atendida eficazmente numa repartição pública. Ela externou seu rancor, sua raiva do “mundo”. Cansou dela mesma.

Já pensou chegar ao extremo de não confiar em ninguém? Temos inimigos ocultos; inimigos declarados. Somos o algoz de alguém mesmo sem saber. Fantasiamos. Fantasiam. Muitas verdades precisam ser ditas, mas a hora e a maneira de dizer precisam ser descobertas e aprendidas. Só temos a resposta quando praticamos o silêncio.

2.8.06

De bem com a natureza

Passeio ciclístico + caminhada em trilhas + travessia em rios marcaram o domingo de um grupo de pessoas no dia 23, em Lagoa de Cima, na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro. No texto abaixo "Na trilha da alegria" está um pequeno relato de como foi aquela salutar aventura. Fiquei de postar mais fotos do evento, aqui estão. A promoção foi da Hard Bike - loja do entusiasta José Ornis Rosa. Valeu a pena participar! Ah, as fotos foram tiradas por mim.



Os cliclistas atravessaram também o Rio Imbé

Pequena mostra da bela Lagoa de Cima

Trilhas pra caminhada foram uma emoção a mais no passeio





29.7.06

Na trilha da alegria

Ciclistas atravessaram o Rio Urubu

Verde, lagoa, rios, ar puro, céu azul e solidariedade. Ingredientes que garantiram a receita “domingo feliz”. Pelo menos cinqüenta pessoas, entre homens, mulheres e adolescentes, percorreram trinta e três quilômetros ao redor da Lagoa de Cima, em Campos-RJ, montadas em bicicletas.

Não me contaram. Vi e participei de cada etapa de uma aventura que durou quase quatro horas. Cada porteira aberta no trajeto sinalizava novas emoções, mais beleza natural e a certeza de que o ser humano precisa namorar a natureza pra se casar com a paz. O sorriso hoje em dia não é muito fácil de ser visto. Mas naquele percurso ria-se, e com satisfação.

Meter o pé na lama, atravessar rios com barro no fundo, cair acidentalmente na água, descer da bicicleta para andar em trilhas não muito fáceis de caminhar, pisar sem querer em esterco de gado por estar maravilhado com a paisagem não tirou o sorriso do rosto de ninguém. Estreantes na aventura eram acompanhados por ciclistas mais experientes, a fim de que nenhum de nós perdesse a trilha do passeio.

O desejo de participar de uma incursão assim era acalentado há tempo. Quando o convite chegou, não poderia recusar. Eu me presenteei. Fiz fotos. Pedalei muito. Distraí-me um tanto. Sorri à beça.
A memória será minha companheira. Vasculharei o que há nela referente àquele domingo e me lembrarei que o sorriso da natureza contagiou a todos. A simplicidade é substantivo feminino que caracteriza a forma simples e natural de viver. O sol-de-mel com a natureza foi ótimo. Voltei pra casa em paz.

Jornal Monitor Campista, 2º Caderno, 25/07/2006
Tentei publicar outras imagens captadas durante o passeio pra postar junto com o texto acima, mas por questões técnicas não está sendo possível. Postarei em outra ocasião. Volte pra conferir, ok?

17.7.06

Eu me rendo...

Quem acompanha meus posts já deve ter percebido que gosto bastante de fotografar, especialmente paisagens. A foto acima é uma das que tive a alegria de clicar recentemente. Ela compõe um painel para fotos/gravuras que tenho na sala de minha casa. Nele coloquei três fotos reveladas no tamanho 20x25. Assim vario as fotos que ficam no painel sem estar limitada aos quadros. Daqui a algum tempo mudarei as imagens, que ficam presas através de discretos ímãs. Bastante prático e funcional. Uma espécie de exposição particular, entende?
* Foto clicada na Vila dos Pescadores, em Atafona, praia de São João da Barra/RJ, Brasil

1.7.06

O vôo do MARIO

Registro em Atafona, praia de São João da Barra. Mistura de rio e mar. A foto foi tirada por mim perto da Vila do Pescador. A poucos metros, mar e rio se encontram. Mas a fúria do mar respeita a calmaria do rio. E o pássaro que habita naquele vistoso lugar, voando sobre a água, deve ser chamada de m a r i o. Naturalmente bela; eis a natureza.